Isordil

Esse será um post Isordil –  anti-enfarto e similares!

Muita, mas muita gente mesmo, está preocupada porque a nossa filhota ainda não nasceu. A preocupação está totalmente concentrada entre os brasileiros que vivem aqui na Coréia e no Brasil, pelo simples fato que o sistema de saúde no Brasil corrompeu e distorceu o conceito básico de concepção e nascimento. Algo que é tratado no resto do mundo como o ato mais natural e instintivo que pode acontecer no reino animal, é visto como uma condição anormal e especial – especial no mau sentido. E daí nascem os medos, as crendices e a manipulação das mulheres para que elas não exerçam o direito de escolha e para que enterrem de vez o pouco instinto animal que lhes resta.

TEORICAMENTE, estou com 40 semanas e 5 dias de gestação. E isso significa… absolutamente nada. Esse cálculo é feito com fórmulas de referência, baseado em padrões médios estabelecidos. Mas, na realidade, eu ainda posso estar na semana 39 + x dias . Ou na semana 40 e 0 dias. Ou ainda algo bem diferente disso.

Minha data estimada de parto sempre foi dia 14 de janeiro de 2009, baseada na data da minha última menstruação – 9 de abril de 2008 – e um ciclo-padrão de 28 dias. A partir destes dados, acha-se uma data provável de concepção – 23 de abril de 2008 – e consideram-se dias médios da concepção do zigoto e sua implantação no útero. Mas… quem disse que meu ciclo naquele mês seria de 28 dias? Quando decidimos começar as tentativas 5 meses antes, meu ciclo variou de 28 a 33 dias. Então, se eu considerar que meu ciclo naquele mês seria de 33 dias, minha data estimada de parto seria dia 19 de janeiro de 2009. Ou seja… HOJE. Fora o fato de que o parto pode acontecer até 2 semanas após a teórica semana 40, exatamente pelos prováveis erros de cálculo.

Nenhuma mulher e nenhum bebê funcionam da mesma forma, e por isso datas estimadas precisam ser levadas com muita cautela. Essas datas são como prazos de validade. Se eu comprar uma garrafa de leite fresco que tem a validade de 7 dias, eu posso ter duas situações: a primeira é ter o leite estragado antes da validade, e a outra é ainda ter o leite bom para consumo após os 7 dias. O que causa isso? São “n” fatores completamente além do nosso alcance e conhecimento, desde como o leite foi ordenhado até o processamento e armazenamento.

Longe de mim comparar a Filhota com a garrafa de leite! Mas se ela ainda não saiu ainda é porque ainda tem mais alguma coisa prá acontecer aqui dentro. Essa fase é a fase em que, além de ganhar mais gordurinhas, ela recebe todos os anticorpos da placenta. E mesmo tendo perdido quase todo o instinto da natureza, ainda queremos que ela aja de acordo, como tem que ser.

Muitos são os estudos e as estatísticas que mostram a quantidade de bebês doentes e as taxas de mortalidade em função de um parto “agendado” e fora de hora. Não sou contra a cesariana de forma alguma, porque há casos em que ela é realmente necessária. Mas isso só é sabido quando a mulher está em franco trabalho de parto. Sucumbir à conveniência e mentiras da maioria dos obstetras que atendem a classe média (pois é a qual depende dos planos de saúde) é que é o problema. A triste realidade é que as pacientes do SUS e das UBS municipais têm tratamento mais digno e humano do que as que pensam que serão bem tratadas nos hospitais de ponta via planos de saúde.

Graças a Deus estamos bem, ambas com energia e saúde. Um pouco cansadas e incomodadas, naturalmente. Mas enquanto tudo estiver bem, deixaremos a natureza agir de acordo. A expectativa de ver nossa filhota é grande, mas o desejo de que tudo aconteça da melhor forma possível é maior. E assim será!

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Published in: on janeiro 19, 2009 at 9:47 am  Comments (9)  

Coisas que aprendi… II

Complementos vitamínicos não são papo de vendedor de laboratório farmacêutico…

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Verdade seja dita: biologicamente falando, toda mulher grávida é uma hospedeira. E o bebê lá dentro do útero, apesar de não ser um parasita, vai sugar tudo o que existe do corpo da mãe para o desenvolvimento e crescimento. É assim que é. Nesse momento é que o papel dos complementos vitamínicos e minerais entram em ação. Meses e meses de ácido fólico, vitaminas pré-natais, suplementos de ferro e cálcio, ômega-3, e tantas outras coisas que nunca nos demos conta.

Com exceção do ácido fólico e do ômega-3 (que são vitais para o desenvolvimento neurológico do bebê), pensar que tudo isso é para o filhotinho que está sendo gerado é um ledo engano. O bebê já está tirando da mãe tudo o que ele precisa. Os complementos são para o pobre do hospedeiro que dia após dia vai perdendo o que precisa para o corpo funcionar a contento. Ou melhor, hospedeira. E se a hospedeira não se garante com os complementos, vai ficar doente. E hospedeira doente não vai conseguir criar um ambiente propício para seu bebê. 

Já ouvi muitos relatos de mulheres que negligenciaram os complementos vitamínicos, por razões várias. Preguiça, falta de credulidade na importância deles, auto-flagelo, e outras tantas. Não pode. É escravizante, sim. Dá uma sensação de hipocondria, sim. Você abre a bolsa no restaurante e tira aquela caixinha de plásticos com várias divisórias, e todo mundo fica olhando, sim. Mas tem que fazer. O benefício só se vê lá na frente, quando a necessidade de uma cirurgia não te colocar em uma situação de risco, quando você não tiver uma anemia crônica sem volta, ou quando você nunca sofrer de osteoporose.

Se você está planejando engravidar, comece a tomar ácido fólico uns dois meses antes da primeira tentativa. E só pare lá no fim da gestação. Os outros complementos serão prescritos pelo obstetra, ao longo do pré-natal.

Respira fundo, paciência, e muita fé!

Published in: on janeiro 10, 2009 at 5:57 pm  Deixe um comentário  

Coisas que aprendi… I

Tomar conta do corpo.

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Não vou falar sobre exercícios ou alimentação aqui. Tomar conta do corpo é realmente protegê-lo dos fatores externos. Coisas tontas que fazem parte do nosso dia-a-dia e que durante uma gravidez podem causar muitos problemas.

São muitas as coisas tontas, mas elegi algumas que saltaram aos olhos para mim.

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# Coisa tonta número um

A partir do momento em que se engravida, o corpo já começa a desencadear uma enxurrada de hormônios já objetivando o parto. Entre outras coisas, esses hormônios iniciam um processo lento de relaxamento da musculatura, ligamentos e articulações, necessário para o alargamento da bacia e passagem do bebê. É aí que a coisa complica. O corpo da gestante fica propenso a acidentes bestas. Uma pisada em falso pode causa um tornozelo torcido, um tombo seguido de fratura ou não. A cozinha vira um campo de guerra, pois as mãos bobas podem deixar cair uma panela de pressão em cima dos pés, ou até mesmo uma faca.

# Coisa tonta número dois

Pegar um bronze pode virar uma tragédia. Culpa dos hormônios também. A pele fica super-sensível, e 10 minutos de sol correspondem a usuais 2 horas lagarteando. Resultado: muitas, mas muitas manchas, e até queimaduras. Qualquer coisa menor que FPS 30 é arrependimento na certa, seja com chuva ou sol, inverno ou verão, ou mesmo se a idéia é passar o dia inteiro em casa.

# Coisa tonta número três

Perdi a conta de quantos conselhos ouvi para começar a usar óleos de banho IMEDIAMENTE após engravidar. Ignorei todos. Não deixe cuidar da minha pele um só minuto, mas entre ganhar estrias ou levar um tombo no box escorregadio e me arrebentar e/ou perder o bebê, eu escolhi ganhar estrias. Condicionadores também são um perigo, quando começamos a prestar atenção. Usar um banquinho de plástico no box é uma boa opção para evitar acidentes.

A mesma coisa serve para o dia da faxina. Lavar o banheiro ou o quintal com água, sabão e cloro… Bom, já deu prá imaginar a cena. Nem Kichute no pé vai resolver.

# Coisa tonta número quatro

Ouvi muitas estórias de mulheres que não conseguiam escovar os dentes por causa dos enjôos. Para mim foi o contrário: o gostinho de pasta de dente me aliviava por alguns instantes. Mas… o resultado de não escovar os dentes é aquele que a gente já sabe: cadeira do dentista. Cáries, dentes quebrados e até canais que não podem ser tratados.

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Há grandes possibilidades de alguma dessas coisas tontas acontecerem facilmente. O problema mora no fato de que GRÁVIDA NÃO PODE TOMAR REMÉDIO! Analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos, sedativos, nada disso é permitido. Queimadura de sol? Esqueça o Picrato de Butezin ou a loção de Calamina. Quebrou um braço? Vai ter que aguentar a dor. Se cortou com a faca da cozinha? Morde a toalha até a dor passar. Tratamento de canal? Prepare-se para o inferno na Terra.

Põe a peixeira na boca porque o processo de cura vai ser na raça, mesmo. Coisa de Zeca Bordoada.

Nessas horas, Tilenol não vai fazer nem cócegas. Portanto, tome conta do corpo, templo sagrado como ele é.

Published in: on janeiro 8, 2009 at 2:36 pm  Comments (2)  

Coisas que aprendi…

Há algum tempo venho listando as coisas que aprendi e continuo aprendendo durante minha gestação, na ânsia de fechar esse blog com uma espécie de guia para gestantes de primeira viagem. Longe de mim querer ditar regras ou verdades absolutas, já que cada mulher tem uma experiência diferente. Mas há coisas que são absolutas, sim, muitas vezes pequenas e aparentemente sem importância, mas precisam ser levadas em conta para que mais tarde não venha o arrependimento.

Decidi que, ao invés de uma lista longa e chata, escreverei posts todo dia com um assunto diferente. E assim continuarei, até que esse blog chegue ao seu fim, infelizmente…

Quem sabe não crio o “Prolactina no Paralelo 38 – Diário de uma Mãe de Primeira Viagem na Coréia”

Published in: on janeiro 7, 2009 at 10:52 am  Comments (1)