Ok, ok…fotinho

Apresentamos a vocês, a Beatriz:

Beatriz

Nessa foto, eram quase 24 horas de vida. E reparem no brinquinho, a sensação do hospital (pois os coreanos, assim como muitos outros estrangeiros, não têm o hábito de furar a orelha de recém-nascidas). Tiveram que chamar um cirurgião plástico para perfurar a orelha dela, que me disse depois que foi a primeira vez em que ele colocou brinco em um nenê.

Nós na Coréia, expandindo os horizontes da medicina coreana!

E a Selma logo volta a escrever, dá pra imaginar a recente mudança de rotina dela…

Renato

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Published in: on janeiro 31, 2009 at 9:05 pm  Comments (24)  

HABEMUS FILIAM !

É com grande alegria que anunciamos o nascimento de nossa filha, Beatriz, hoje, 29 de Janeiro de 2009, às 18:43h, horário da Coréia, no hospital Soon Chun Hyang, em Seul, Coréia do Sul.

A “pequena” nasceu com 52.9cm, pesando 4.28kg !

Mãe e filha passam muitíssimo bem.

Vou deixar os agradecimentos a vocês, leitores e leitoras fiéis do nosso blog,  para um post seguinte. E detalhes também para depois.

Agora, a coisa está complicada por aqui (no bom sentido), pois parece que tem um bebê Gulliver no meio de vários bebês Lilliputianos…e que tem que aprender a mamar (e a mãe tem que aprender a dar de mamar)…

Voltamos em breve. De verdade. E obrigado. Todos foram sensacionais  mesmo.

Até já!

Published in: on janeiro 29, 2009 at 11:35 pm  Comments (31)  

Recheio

Horario: 4:40h da manha.  Local: corredor do Delivery Center do Soon Chun Hyang University Hospital em Seul, Coreia do Sul. Situacao: contracoes a cada 5 ou 6 minutos, daquelas bacanas.

E eu, na internet da Enfermaria Central do Delivery Center, blogando… So’ posso ter estrume na cabeca…

Published in: on janeiro 29, 2009 at 4:42 am  Comments (23)  

A proposito…

Bom, estamos, oficialmente, no hospital desde hoje de manha.

(este post nao vai ter acentuacao, pois estou no computador do hospital – a conexao do laptop nao esta funcionando ainda – e estou usando um teclado configurado para coreano, entao, esta’ divertido…)

Enquanto a Selma esta’ la’ no quarto, vamos ‘as ultimas informacoes do “plantao nene na Coreia”:

. entramos ‘as 8:30h no hospital, e ja’ fomos para o quarto onde e’ feito o parto (individual);

. la’ pelas 9:30h, a medica colocou o “xxxxxx” (a Selma conhece os termos tecnicos, eu nao) a fim de atacar o cervix e induzir o trabalho de parto;

. as contracoes iniciais comecaram em torno de umas 10:30h. No final da tarde, um esguicho de agua anunciou o tao esperado rompimento da bolsa. A medica confirmou tratar-se do liquido amniotico, mas tambem informou-nos que nao havia nada ainda de dilatacao;

. durante a tarde toda, as contracoes continuaram. Segundo a Selma, a dor ainda e’ suportavel, e a intensidade tem aumentado ao longo do tempo;

. o Dr. Lee veio nos visitar ‘as 18:30h, e disse que, provavelmente, a dilatacao necessaria so’ seria atingida amanha de manha;

. 1 hora depois, durante um dos esguichos, saiu o bendito tampao! Qual? Esse AQUI!

. agora, 20:40h, estamos nos preparando para uma noite que promete ser longa, ja’ que as contracoes continuam aumentando quase que exponencialmente…

Em breve, mais noticias. Possivelmente, com o desfecho da saga!

Obs.: e podem continuar com as apostas para o tamanho e peso da filhota! Cliquem AQUI!

Published in: on janeiro 28, 2009 at 8:55 pm  Comments (9)  

O último desafio

Bom, já que a brincadeira do dia e hora do nascimento acabou em “água” (graças ao espírito de porco herdado do pai), resolvi lançar o último desafio:

“Com qual peso e comprimento a filhota nascerá?”

A única regra é que a aposta seja bem específica. Não vale falar “entre 49 e 51 cm, e entre 3.7 e 3.9kg”.

O prêmio continua o mesmo! Uma surpresa bem legal aqui da Coréia para quem chegar mais perto das medidas da nossa rebenta!

Boa sorte! Principalmente para mim…

Published in: on janeiro 27, 2009 at 10:43 pm  Comments (21)  

O legado

Como o Rê escreveu ontem, amanhã promete ser o grande dia, ou o início do grande dia que está chegando.

Entrando na semana 42, e considerando que eu já tenho praticamente uma pré-adolescente dentro de mim, faremos uma indução hormonal para acelerar o trabalho de parto. A indução pode demorar de 2 horas a 2 dias, então não dá para prever exatamente nada. É provável que eu tenha que ficar internada para o acompanhamento das contrações, mas isso é só achismo da minha parte. Talvez o Dr. Lee me libere para ficar em casa e aguardar o trabalho de parto, o que não é de todo ruim já que moramos a exatos 2 minutos do hospital (sem exageros).

Bem… talvez esse seja a última página do diário com a filhota ainda dentro de mim. Ou talvez não, quem sabe ainda terei alguma oportunidade de escrever impropérios enquanto dilato no hospital (e viva a internet wireless!). O Gonadotrofina nasceu do desejo de deixar um legado para nossa filhota de momentos que ficariam perdidos e esquecidos em algum canto empoeirado da nossa memória, e acabou sendo muito mais do que isso. Amigos de longa data, amigos novos, amigos anônimos que diariamente ficaram na torcida e mandaram seu carinho de todas as formas possíveis.

Dizer muito obrigado é muito pouco por tudo que  todos fizeram. Isso é algo do qual nunca esqueceremos. E que será perpetuado, de alguma forma, para nossas próximas gerações.

Beijos no coração de todos!

Published in: on janeiro 27, 2009 at 10:33 pm  Comments (4)  

Hospital, the Final Frontier…(*)

(*) Não preciso explicar Jornada nas Estrelas, certo?

Estamos em pleno feriado asiático, o “Ano Novo Lunar”, saindo do Ano do Rato e entrando no Ano do Boi. Falei brevemente sobre isso no blog coreano.

Mas, mesmo com a “mudança de ano”, nada mudou (ainda) no departamento “novo membro da família”: por enquanto, ela não resolveu nascer.

Pelo visto, a previsão do Dr. Lee vai se confirmar: provavelmente, teremos que induzir o parto na próxima 4a. feira. Ou seja, depois de amanhã, entraremos com mala e cuia no hospital. Aí, um abraço!

A menos que, só pra fazer uma marra, ela resolva dar um jeito na bolsa amanhã e “ligar” as contrações em seguida. Nos últimos dias, a movimentação tem sido grande: é pé e mão pra tudo quanto é lado (dentro da barriga, entenda-se).

Bom, está tudo no esquema: mala, câmera, etc. . Pode vir que a gente tá pronto!

Published in: on janeiro 26, 2009 at 11:17 pm  Comments (4)  

Na reta final

Ontem foi dia de consulta com o Dr. Lee. E hoje mais um aniversário da barriga: 41 semanas!

Foram quase duas horas no hospital, entre consulta, exames e ultrassom. Repassamos o alarme falso da semana passada, e ele confirmou que realmente não era líquido amniótico. Bom, isso eu já sabia, já que em menos de 24 horas do ocorrido a filhota já teria nascido.

O monitoramento fetal mostrou que ela está ativa e feliz! E o ultrassom… bem, além de ter mostrado que o líquido amniótico ainda é abundante e a placenta está firme e forte, ele mostrou também que a nenê está com o peso estimado em 4.2kg. A radiologista ficou de queixo caído por alguns segundos, chamou a outra que também pasmou, e entre vários “ooooooooooohhhhhhhhhhs” e “wooooooooooooooooooooows”, elas reconfirmaram as medidas e o peso. Parrudinha que ela só!

As contrações vêm e vão todos os dias, algumas leves outras um pouco mais fortes. Está chegando, está chegando…

E enquanto isso, ela vai curtindo a piscininha particular dela!

Published in: on janeiro 21, 2009 at 11:58 am  Comments (4)  

Isordil

Esse será um post Isordil –  anti-enfarto e similares!

Muita, mas muita gente mesmo, está preocupada porque a nossa filhota ainda não nasceu. A preocupação está totalmente concentrada entre os brasileiros que vivem aqui na Coréia e no Brasil, pelo simples fato que o sistema de saúde no Brasil corrompeu e distorceu o conceito básico de concepção e nascimento. Algo que é tratado no resto do mundo como o ato mais natural e instintivo que pode acontecer no reino animal, é visto como uma condição anormal e especial – especial no mau sentido. E daí nascem os medos, as crendices e a manipulação das mulheres para que elas não exerçam o direito de escolha e para que enterrem de vez o pouco instinto animal que lhes resta.

TEORICAMENTE, estou com 40 semanas e 5 dias de gestação. E isso significa… absolutamente nada. Esse cálculo é feito com fórmulas de referência, baseado em padrões médios estabelecidos. Mas, na realidade, eu ainda posso estar na semana 39 + x dias . Ou na semana 40 e 0 dias. Ou ainda algo bem diferente disso.

Minha data estimada de parto sempre foi dia 14 de janeiro de 2009, baseada na data da minha última menstruação – 9 de abril de 2008 – e um ciclo-padrão de 28 dias. A partir destes dados, acha-se uma data provável de concepção – 23 de abril de 2008 – e consideram-se dias médios da concepção do zigoto e sua implantação no útero. Mas… quem disse que meu ciclo naquele mês seria de 28 dias? Quando decidimos começar as tentativas 5 meses antes, meu ciclo variou de 28 a 33 dias. Então, se eu considerar que meu ciclo naquele mês seria de 33 dias, minha data estimada de parto seria dia 19 de janeiro de 2009. Ou seja… HOJE. Fora o fato de que o parto pode acontecer até 2 semanas após a teórica semana 40, exatamente pelos prováveis erros de cálculo.

Nenhuma mulher e nenhum bebê funcionam da mesma forma, e por isso datas estimadas precisam ser levadas com muita cautela. Essas datas são como prazos de validade. Se eu comprar uma garrafa de leite fresco que tem a validade de 7 dias, eu posso ter duas situações: a primeira é ter o leite estragado antes da validade, e a outra é ainda ter o leite bom para consumo após os 7 dias. O que causa isso? São “n” fatores completamente além do nosso alcance e conhecimento, desde como o leite foi ordenhado até o processamento e armazenamento.

Longe de mim comparar a Filhota com a garrafa de leite! Mas se ela ainda não saiu ainda é porque ainda tem mais alguma coisa prá acontecer aqui dentro. Essa fase é a fase em que, além de ganhar mais gordurinhas, ela recebe todos os anticorpos da placenta. E mesmo tendo perdido quase todo o instinto da natureza, ainda queremos que ela aja de acordo, como tem que ser.

Muitos são os estudos e as estatísticas que mostram a quantidade de bebês doentes e as taxas de mortalidade em função de um parto “agendado” e fora de hora. Não sou contra a cesariana de forma alguma, porque há casos em que ela é realmente necessária. Mas isso só é sabido quando a mulher está em franco trabalho de parto. Sucumbir à conveniência e mentiras da maioria dos obstetras que atendem a classe média (pois é a qual depende dos planos de saúde) é que é o problema. A triste realidade é que as pacientes do SUS e das UBS municipais têm tratamento mais digno e humano do que as que pensam que serão bem tratadas nos hospitais de ponta via planos de saúde.

Graças a Deus estamos bem, ambas com energia e saúde. Um pouco cansadas e incomodadas, naturalmente. Mas enquanto tudo estiver bem, deixaremos a natureza agir de acordo. A expectativa de ver nossa filhota é grande, mas o desejo de que tudo aconteça da melhor forma possível é maior. E assim será!

Published in: on janeiro 19, 2009 at 9:47 am  Comments (9)  

Não necessariamente…

Reivindico o meu direito à resposta!!!! Cascão, é?

A noite passada foi assim… interessante. Me faltam adjetivos para qualificar a experiência bizarra pela qual passei.

Às 10 da noite, deitada no sofá da sala, comecei a sentir dores. Vinham das costas, da altura dos rins, irradiavam para o abdômen e desciam para a parte interior das coxas. Não consegui determinar quanto tempo durou, talvez  30 segundos, talvez um minuto inteiro. Daí a 15 minutos, outra. Depois mais outra, depois de 20 minutos. E mais outra, e outra. Todas em intervalos que variavam de 15 a 20 minutos. Às 11 e meia, resolvemos ir para cama, e quem sabe dormir. Se mais dor viesse, ela me acordaria. Talvez…

Bem, dormi. E acordei às 2 e meia para o meu xixizinho da madrugada. E sentadinha no vaso, pensei: é, nada ainda. Voltei prá cama, me ajeitei, e aí a coisa começou…

Dor, muita dor vinda das costas e fazendo o trajeto abdômen-coxas. Mas a dor ficava muito mais do que o padrão do 30-70 segundos, e o intervalo da dor praticamente não existia. Comecei a pensar se não era uma indisposição gastrointestinal, porque comi um peixinho empanado no jantar e estava com um pouco de azia. Levantei, peguei um sal de fruta prá tomar, fui ao banheiro novamente tentar um Number Two. Sal de fruta fez efeito, ida ao banheiro foi sucesso absoluto, e lá volto prá cama. Deito novamente, e lá vem dor. Às vezes menor, outras de maior intensidade, e a ausência de intervalos começaram a me deixar preocupada. Eu, morrendo de sono, tentava dormir. Não conseguia, porque vinha uma onda mais forte e me tirava da cama. Quando sentava ou levantava, a dor passava. Deitava novamente, a dor voltava. Levantava, ela passava. Nessa hora, 3 e 20 da manhã, fui procurar meu livro que já teria virado cinzas se a gente tivesse uma lareira em casa para entender o quão alerta eu deveria estar.

Deitei, e comecei a tentar decifrar as dores e sintomas do pré-trabalho de parto, do falso trabalho de parto e do real trabalho de parto. Foi ridículo. Enquanto eu sentia as dores, eu lia os sintomas e me encaixava em todos eles. As dores do false labor não aumentam com o passar do tempo, e os intervalos são irregulares. Mas também não necessariamente. E as do real labor vão aumentando em intensidade, com intervalos regulares, mas não necessariamente. What??? E se eu me incluo na categoria do “não necessariamente”? Vou pro hospital e peço a suíte com hidromassagem e pensão completa para o final de semana? O sono que eu sentia não ajudava e a coisa ficou preta. Eu levantava, e a dor passava, mas eu já não tinha mais certeza. Resolvi acordar o Rê e deixar ele meio-alerta.

Foi um deita-levanta-deita-levanta por mais uns 40 minutos. Às vezes a dor passava, às vezes não. Eu estava por um triz de arrumar tudo e ir para o hospital, mas resolvi a cartada final: tomar um banho demorado, e ficar em pé no chuveiro por uns 20 minutos. Se as dores fossem contrações do trabalho de parto mesmo, eu tiraria a prova dos 9.

Fiquei bastante tempo deixando a água cair, principalmente nas costas. Esperei, esperei, e nada. Voltei prá cama às 4 e meia, deitei, e nada de dor. Esperei mais um pouco, e nada. Como se as últimas duas horas não tivessem existido. Dormimos até às 9.

Quando acordamos, o Rê pergunta, ainda meio ensonado:

– Doeu mais?

– Não, nadinha. Dormi direto.

– Então o problema era sujeira, mesmo…

– …

Ah, as manifestações do amor…

Published in: on janeiro 17, 2009 at 12:39 pm  Comments (8)