No ar

A brincadeira do contente sempre dá certo. Resultado garantido ou seu dinheiro de volta! Pintar o diabo da viagem da pior maneira possível fez com que ela não fosse tão ruim assim.

Um problema entre a Korean Air e a Air France em relação ao peso da bagagem me rendeu um upgrade para a classe executiva até Paris. Coisa linda: o asiático vê a gravidez como algo muito sagrado, e por isso fui paparicada pelas comissárias a viagem toda. Ao invés de uma garrafinha de água, ganhei uma garrafona de dois litros; se pedia leite e bolachas, elas me davam um suprimento para 6 pessoas; e me rodeavam enquanto eu zanzava pelos corredores para saber como eu estava, Essa coisa de gravidez tá me deixando mal acostumada…

De Paris a São Paulo eu vim na cocheira, mesmo. Consegui dormir somente duas horas nesse vôo (e no outro também, somente duas), e quase percorri meia maratona nos corredores do avião, para evitar o inchaço dos pés. Tive a sorte de ficar ao lado de um assento vazio, então colocava as pernas para cima e me sentava em posição fetal para não destruir minha coluna. E para fechar, encontrei um uruguaio mucho loco que mora na Arábia Saudita e com quem fiquei conversando na área dos comes e bebes por quase três horas. As onze horas de viagem passaram rápido, ainda bem!

A nossa menininha se comportou muito bem a viagem inteira. Acho que dormiu direto, com o tanto de turbulência que tivemos. Mêda…

Desembarcando em São Paulo, impossível não se emocionar com o fato de ouvir a língua natal nos corredores de desembarque, na entrada da imigração, nas televisões que contornam a fila de espera. E o sorriso do funcionário do aeroporto quando pedi ajuda na esteira para pegar as malas, quando ele viu que eu estava grávida. E a presença das amigas queridas – Piqui e Lau – me esperando no desembarque e correndo para o abraço.

Um belo começo! Mas agora, vamos para o que interessa: CADÊ MEU PÃO DE QUEIJOOOOOOOOOOOOOOOO!

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Published in: on setembro 1, 2008 at 7:55 pm  Comments (1)