Demorou…

… mas acabou. Achei que chegava o Natal, mas não o final dessa segunda braba.

Passei mal um bocado, hoje. Meu dia no trabalho foi praticamente inútil, matemática simples: eu estava completamente inútil.

Nada pode sumarizar melhor do que dizer: hoje o dia foi dos infernos.

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Published in: on maio 19, 2008 at 9:06 pm  Comments (2)  

Paciência…

… é o que eu preciso para aguentar essa fase de enjôos. Eles não dão trégua! Beber água ou comer ajuda. Como comer o dia inteiro não dá pé, continuo bebendo água…

Há uma semana não sinto disposição para exercícios. Pode até ser normal, mas preciso tirar forças de algum lugar e fazer meus 30 minutos diários de aérobio. Minha saúde e minha disposição geral irão agradecer, acho…

Meu sono anda quebrado. Acho que são os hormônios. Dizem as estatísticas que eu deveria estar sentindo sono e cansaço. Eles ainda não chegaram, pela forma que estou dormindo na última semana.

Amanhã será interessante saber como enfrentarei o dia no escritório. Algo me diz que será memorável.

Published in: on maio 18, 2008 at 10:06 pm  Deixe um comentário  

Ontem

Dormi no sofá, e não escrevi o diário do dia. Então o post chega com algumas horas de atraso…

A sensação Mission Space piora dia a dia. O enjôo durou praticamente o dia inteiro, com poucos períodos de melhora. Tomar água me ajuda bastante, o que me fez andar com uma garrafinha prá cima e prá baixo quase todo o tempo que estive fora de casa.

Estive na Feira Internacional da Seoul Foreign School pela manhã, com várias barracas de comidas de diferentes países. Tudo muito bom! Pena que eu não consegui comer muito, não descia…

O Rê chegou! Saudades do marido! Vamos ver se a fase nômade dele cessa um pouco…

Tive vontade de comer um hambúrguer no final da tarde. Fomos ao Hooter’s, comi um mega hambúrger, e depois fiquei com o estômago entalado. Mais uma lição: o papo de comer menos em mais vezes ao dia não é balela: é questão de sobrevivência. A coisa entala, mesmo.

 

Published in: on maio 18, 2008 at 9:02 am  Deixe um comentário  

Fogueira

Hoje ganhei mais uma companhia: a azia. Uma azia louca, daquelas que dá vontade de enfiar a cabeça em um balde de sal-de-fruta. Bem, eu não conhecia essa necessidade de se afogar no sal-de-fruta desde então…

O dia correu sem grandes novidades. No trabalho, velhos e novos pepinos. Ênjoo non-stop na parte da manhã, a tal da louca azia depois do almoço, e uma dor abdominal às quatro da tarde que me tirou do prumo. Às cinco e meia já estava em casa, praticamente sem sentir nada, só um cansaço tremendo. Fiquei meio preocupada com a dor, mas como não tive nenhum tipo de escape, imagino que tenha sido uma acomodação muscular normal do processo.

Já entrei na quinta semana de gestação. O bebê já tem 1,25 mm, e o sistema nervoso, ossos e músculos já começaram a se desenvolver. Com tanta coisa junta assim, não é prá menos essa sensação Epcot Center’s Mission Space

Saudade do Rê… Ainda bem que ele chega amanhã!

 

Published in: on maio 16, 2008 at 8:11 pm  Comments (2)  

Fator X

Às 3 da tarde Chan aparece na minha mesa com uma garrafinha de chá gelado. A embalagem dizia MUHAYU TEA.

– Então… muhayu. Do que é esse chá exatamente?

Chan me explica com toda a sua alma coreana:

– Bem, MU significa zero caloria; HA significa mais leve; YU significa flexibillidade. E ainda tem RUTIN, um ingrediente super-natural que faz bem prá você.

– Ah, tá! (glub-glub) Gosto interessante… (glub-glub) Do que é feito (glub-glub) mesmo?

– De MILHO!

E eu dizia:

– Ah (glub-glub) milho! Bom (glub) né?

AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH! Bom o escambau! Eu ODEIO chá de milho! E meu corpo dizia: MAIS CHÁ DE MILHO! MAIS! MAIS! Dois segundos depois, a garrafinha estava vazia.

Medo. Muito medo do que está por vir…

Published in: on maio 16, 2008 at 2:02 pm  Comments (2)  

Trade-offs

Os enjôos matinais aumentaram, e a sensibilidade a cheiros também. O episódio da lata de atum foi real, ou melhor, surreal. Vamos aprendendo.

No caminho do trabalho, meu celular toca. Era o Peter. Dizia que ele tinha que entregar uma lista dos potenciais executivos da Asia Pacific ao responsável do RH da região, mas ele queria saber se eu gostaria de estar lá, já que ele sabia das minhas prioridades e aspirações. A coisa tinha tudo para ser complicada, e em 15 segundos descompliquei: agradeci a oportunidade e a confiança no meu trabalho, mas minha resposta era não. Tudo a seu tempo.

Para cada escolha, uma renúncia.

A cada porta fechada, muitas janelas se abrem. Já dizia a Dona Bê.

Published in: on maio 15, 2008 at 9:52 pm  Comments (2)  

Pleonasmo

Hoje, início da manhã, eu na pia da cozinha abrindo uma lata de atum para meu almoço. Eis que imediatamente meu olfato diz:

– Meu Deus! Quem colocou um peixe morto dentro da lata?

Nunca imaginei que eu pudesse dizer algo que tão pleonasticamente pleonástico…

Published in: on maio 15, 2008 at 11:32 am  Comments (2)  

Escuro

Eu definiria o dia de hoje como escuro. O dia amanheceu claro, o sol brilhando, o céu espantosamente azul – coisa que nunca está. Mas senti uma agonia, física eu sei. Era como se eu pudesse sentir os hormônios acelerando em direção ao centro do turbilhão.

Os enjôos aumentaram. Não bastou somente as viagens de ida e volta, mas também período no escritório. Aquele lugar não é o do mais cheiroso, então tinha repentes de náuseas. Sem vômito. Valei-me Rapaziada!

Senti minha temperatura aumentar no período da manhã, o que me fez tomar 1,5L de água até a hora do almoço. E azia no meio da tarde. Um perigo isso, porque do desespero de acabar com a azia a tendência é comer. Achei um resto de iogurte na geladeira, o que me salvou.

Mas o que me pegou mesmo foi a irritabilidade crescente. O pavio encurtando, e uma força danada para segurar a onda. Irritabilidade, misturada com impaciência… Não sei se essa é a descrição exata, só sei que uma confusão mental foi tomando conta de mim no final da tarde e me tirou completamente do prumo. Eu TINHA que terminar um estudo para enviar para a Europa, e terminei. Mas foi uma das coisas mais meia-boca que eu já fiz no trabalho. Frustração.

De volta prá casa, o caminho não tinha fim. Ia chegar o Estreito de Bering mas não ia chegar Hannam-dong. Ok, respira fundo, paciência. Mais um pouco e estamos lá.

Minha confusão mental ainda continua. Ter consciência dessa confusão ajuda a não se deixar levar pelas sensações incômodas.

Solidão. Também senti momentos de solidão. Solidão hormonal? Isso é, no mínimo, curioso.

E eu tenho mais 35 semanas para descobrir o resto da estória…

Published in: on maio 14, 2008 at 9:41 pm  Comments (2)  

Definição

Na hora de dormir, o Rê me abraça, toca a minha barriga e fala:

– Bichinhoooooo! Bichiiiiinho!

Depois de chorar de rir, eu penso: Até que faz um certo sentido… Não é o que somos, mesmo?

Published in: on maio 13, 2008 at 9:15 pm  Comments (2)  

Back to an ordinary day

De volta ao trabalho após o feriado, o dia foi como qualquer outro no escritório… A única novidade no dia foi descobrir que meus enjôos estão – por enquanto – relacionados ao movimento do carro.

Uma hora para ir, outra para voltar da fábrica… Prevejo muita diversão nas próximas semanas. Tudo ok, se a coisa ficar só no enjôo. Na dúvida, vou abastecer o carro com saquinhos e lenços de papel adicionais…

Nenhuma resposta ainda do Dr. Rafael ou do Dr. Ivan. Estou mais preocupada com o colesterol e o que ele pode provocar em uma gravidez. Bem, tudo a seu tempo.

O torpor continua. Estranho, mas bom. Muito bom.

Published in: on maio 13, 2008 at 9:03 pm  Comments (2)