Interessante notar o que as pessoas falam / escrevem / murmuram / comunicam pra você, nessa fase:
“Parabéns, e se prepare pois sua vida agora…esqueça!”
“Filhos são demais, mas você vai ver o trabalho que dá…”
“Rá! Agora você vai ver o que é bom pra tosse…”
“Que bom, boa sorte. Prepare-se para deixar de dormir, não fazer mais nada pra você, trocar fraldas…”
Espera: se VOCÊ teve problemas com seu(s) filho(s), se VOCÊ passou por um inferno, se VOCÊ não teve capacidade de administrar sua vida, se VOCÊ enxergou tudo isso como um transtorno, se VOCÊ jogou (ou joga) a culpa da suas frustrações, dos seus fracassos, dos seus problemas, das viagens que você não faz, do cinema que você não vai, da pizza que você não come, do CD que você não compra, do catso-da-mariola que você não tem o ímpeto de levantar a bunda do sofá para realizar, o problema é todo SEU, e não significa que EU vou passar pelas mesmas coisas.
Entendeu? Acho que sim…
Ninguém falou que vai ser fácil, e todo mundo sabe o tamanho da responsabilidade. Mas se VOCÊ faz isso parecer uma penitência, EU não quero saber. E não me venha dando uma de desavisado, que não sabia disso antes. Afinal de contas, as pessoas nascem não é de hoje, penso eu.
Se é pra ficar reclamando, porquê gerou? Se vira agora. Mas não venha me encher o saco.
Mas que coisa…
Renato


