Na pilha dos sete livros que tenho para ler sobre gravidez e coisas, dois são australianos, três são americanos e dois são brasileiros. Cada um deles tem suas peculiaridades: os australianos trazem detalhes de costumes e alimentos somente encontrados por lá; os americanos com suas encanações e papos abertos sobre abortos e opções de não amamentação; e os brasileiros tratando as mulheres como se fosse retardadas mentais.
Estou bestificada com a falta de conteúdo e profissionalismo dos livros brasileiros dedicados à gestação. Tudo é superficial, tudo é tratado como se fosse um conto de fadas, com aquele tom de “ai, tadinha, eu sei que você não entende nada do que eu estou falando… Não tem problema, bonitinha, tudo vai dar certo, viu?”.
Talvez os livros reflitam o perfil do brasileiro: o não gosto pela leitura; ou a constante falta de interesse por aprender algo de verdade.
Li os livros, somente para atestar a verdadeira inutilidade deles. Me senti uma idiota.
“Bonitinha” o escambau. Se eu vomito, eu quero saber o porquê. Se vou fazer uma aminocentese, quero saber absolutamente tudo sobre o exame, cada pingo no i. Se eu preciso comer um maço de espinafre por dia, combinado com vitamina C, não me diga simplesmente que vai fazer bem prá mim. Há muito deixei de ter 5 anos, em que me contentava com respostas simples e infantilmente lógicas.
Don’t patronize me, please.