Eu definiria o dia de hoje como escuro. O dia amanheceu claro, o sol brilhando, o céu espantosamente azul – coisa que nunca está. Mas senti uma agonia, física eu sei. Era como se eu pudesse sentir os hormônios acelerando em direção ao centro do turbilhão.
Os enjôos aumentaram. Não bastou somente as viagens de ida e volta, mas também período no escritório. Aquele lugar não é o do mais cheiroso, então tinha repentes de náuseas. Sem vômito. Valei-me Rapaziada!
Senti minha temperatura aumentar no período da manhã, o que me fez tomar 1,5L de água até a hora do almoço. E azia no meio da tarde. Um perigo isso, porque do desespero de acabar com a azia a tendência é comer. Achei um resto de iogurte na geladeira, o que me salvou.
Mas o que me pegou mesmo foi a irritabilidade crescente. O pavio encurtando, e uma força danada para segurar a onda. Irritabilidade, misturada com impaciência… Não sei se essa é a descrição exata, só sei que uma confusão mental foi tomando conta de mim no final da tarde e me tirou completamente do prumo. Eu TINHA que terminar um estudo para enviar para a Europa, e terminei. Mas foi uma das coisas mais meia-boca que eu já fiz no trabalho. Frustração.
De volta prá casa, o caminho não tinha fim. Ia chegar o Estreito de Bering mas não ia chegar Hannam-dong. Ok, respira fundo, paciência. Mais um pouco e estamos lá.
Minha confusão mental ainda continua. Ter consciência dessa confusão ajuda a não se deixar levar pelas sensações incômodas.
Solidão. Também senti momentos de solidão. Solidão hormonal? Isso é, no mínimo, curioso.
E eu tenho mais 35 semanas para descobrir o resto da estória…